Filósofos Pré-Socráticos (Lamarck, Cuvier, Lyell)
José
Florencio Cerqueira Oliveira
1.1 Filósofos
Pré-Socráticos
Os filósofos
Pré-Socráticos já buscavam entender as origens do homem e do universo. A busca
pelo conhecimento da origem de tudo a partir de mitos e dos Deuses
principalmente os gregos é denominado de cosmogonia,
já o entendimento da origem de tudo a partir de uma physis=natureza é denominada de cosmologia e dai a observação do mundo natural (terra, água, fogo e
ar).
Tales, Anaximandro e
Anaximenis eram filósofos de Mileto. Tales
de Mileto acreditava que a água era à base de tudo, a existência dependia
da água. Anaximando foi pupilo de
Tales, e defendia a origem do universo a partir de um elemento infinito,
indefinível e imortal o qual ele chamou de ápeiron (união da água, terra, fogo
e ar). Anaximenes era aluno de
Anaximandro e para ele o principio de tudo era o ar, segundo ele todas as
coisas existente são resultantes da condensação ou da rarefação do ar.
Heráclito
acreditava em um mundo eterno e que a natureza estava em constante mudança,
para ele era o fogo o elemento primordial. É de Heráclito a celebre passagem
“não se pode atravessar o rio duas vezes”. Parmênides
por sua vez defendia a busca pela verdade e que nada muda. Hipócrates é considerado o pai da medicina e vem dele a ideia do
uso e desuso defendida posteriormente por Lamarck. Empedoclés acreditava que a origem do universo só poderia ser
entendida pela união de vários elementos.
Dentro do tópico dos
Pré-Socraticos trago os Filósofos Socráticos:
Sócrates e Platão. Sócrates é um dos filósofos mais influentes sua
importância é tamanha que existe um divisão na filosofia entre os pensadores
antes e pós Sócrates. Apesar de não ter deixado nada escrito, muito se conhece
sobre Sócrates doravante os escritos de Platão, seu pupilo. É de Platão a
alegoria da caverna, na qual existiam prisioneiros em um caverna, virados para
a parede e tudo que estes viam eram apenas representações do mundo fora da
caverna.
2.2
Naturalistas Pré-Darwinistas
2.1Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829)
A obra que inaugura a
discussão do Lamarck para a modificação dos organismos foi intitulada Philosophie Zoologique, aqui ele
argumenta que as espécies se modificam ao longo do tempo e transforma-se em
outra espécie. No seu sistema as espécies não se ramificam e nem se extinguem.
O Lamarck explicava a modificação das espécies com base em duas partes: Na
primeira e segundo ele mais importante as espécies teriam uma “força interna” ainda
não compreendida na qual desejariam produziriam uma prole diferente de si. Ao
longo de gerações e acumulações de mudanças poderiam ter surgido espécies
diferentes. Na segunda ocorreria modificação partir de caracteres adquiridos.
Ou seja, modificações no organismo eram transmitidas a prole. Apesar dele
reforçar a segunda como menos importante, a ideia de caracteres adquiridos ficou
bastante marcada ao seu nome, principalmente porque ela poderia ser facilmente
questionada e refutada. Posteriormente com a publicação da origem das espécies
as ideias de Lamarck serviram como exemplo contraio do que o Drawin tratava em
sua teoria, a pesar do próprio Darwin recorrer algumas vezes a caracteres adquiridos
para a explicação do surgimento de estruturas, porem sem a concepção do Lamarck
de desejo das espécies (Mark – Livro EVOLUÇÃO). Vale lembra aqui que o Lamarck
tinha como principal rival o anatomista George Cuvier (1769-1832), que não por
acaso foi seu principal critico e se utilizou do famoso exemplo do pescoço das
girafas para exemplificar o que a teoria dos caracteres adquiridos. O Lamarck
apesar de ter se equivocado no entendimento dos mecanismos evolutivos, deve ser
saudado por ser um dos poucos de sua época a questionar a imutabilidade dos
organismos.
2.2 George Cuvier (1769-1832)
George Cuvier era
francês, e teve como principais áreas de estudo a anatomia comparada, taxonomia
e a paleontologia. Foi o principal critico de Lamarck e de sua teoria do uso e
desuso. É de Cuvier o exemplo da aplicação do uso e desuso com o pescoço das
girafas, que por muito tempo ficou atribuído como explicação do Lamarck para a
sua teoria. Para Cuvier ao longo da história da Terra teriam ocorrido sucessivas
catástrofes naturais que teriam levado a extinção dos seres vivos existentes,
seguido posteriormente pela sucessão de novos (migrações), essa teoria ficou
conhecida como Teoria catastrofista.
Charles Lyell
Teve
como principal área de estudo a biogeografia. Foi um dos primeiros a questionar
imutabilidade das espécies e suas reais áreas de origem e distribuição
(biogeografia). Em seus trabalhos levantou questões importantes como endemismos
(discutido também por Candolle). Os trabalhos de Lyell ao questionarem a origem
das espécies serviram posteriormente como de grande influencia para a teoria
que seria apresentada por Darwin e Wallace.
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